Avançar para o conteúdo principal

XIII Duatlo das Lezírias

Hoje fiz o meu segundo duatlo!

Desta vez não havia nem chuva nem lama, havia solzinho e estava um dia bastante simpático...

Chegámos cedo porque o secretariado e o check-in no parque de transição terminava por volta das 9h, mesmo a prova sendo às 11h, porque o Duatlo de Promoção começava às 9h30 e o parque tinha de estar liberto de confusão...

Mas confusão existiu alguma: no secretariado alguns comprovativos dos pagamentos não se sabiam onde paravam, a entrada para o parque de transição tinha uma fila enorme, a saída do parque de transição tinha fila novamente para validação do chip, só existiam 4 casas-de-banho mistas para mais de 1000 pessoas que se juntaram, logo mais um bocadinho na fila! Mas a malta tem paciência...

A partida para a primeira prova teve de ser adiada quase meia-hora devido aos atrasos na entrada no parque de transição, e lá vimos o Jaime e o Nuno "Galvas" a partir, a passar do primeiro segmento de corrida para o BTT e no fim a chegar à meta! A prova pelo que sei correu bem, apesar do Nuno ter sofrido um acidente quase no fim do BTT e ter "riscado o cromado"...

Comecei a aquecer sozinha um bocadinho antes do Galvas chegar e depois lá me juntei à Carla e ao "Dino", lá corremos um bocadinho (aqueci menos que no Jamor) e depois aquecemos as articulações.

Fomos para a zona da partida e aí ainda tive oportunidade de conhecer a Andreia Moço :) antes de arrancarmos, como suspeitei é uma porreira ;) Vi os irmãos Chung (irmãos do Nuno) com quem acabei por meter conversa, mas só no final da prova.

Lá foi dado o tiro da partida, na altura em que o meu stress começava a aumentar, o ritmo foi elevado desde o início, embora nunca soubesse bem qual era (nem iPod, nem pulsómetro – estava completamente à nora), como era só uma volta foi porreiro ver os primeiros a virem de frente e ficar completamente arrasada quando percebi que ainda me faltava correr tanto para dar a volta… :) Mas lá fui rolando, depois de dar a volta, comecei a sentir algumas dificuldades, primeiro era só a respiração que começava a fazer-se ouvir bem alto, mas depois comecei a ficar com uma espécie de “dor de burro”, a Carla que ia perto de mim estava bem e eu disse-lhe para ela ir seguindo, amigo não empata amigo, abrandei um bocadinho o ritmo, e melhorei a respiração, e lá consegui chegar ao parque de transição na cauda final do pelotão.


Ainda encontrei a Carla que se deparava com as dificuldades da sua “primeira transição”, eu despachei-me rápido e saí com pouca diferença dela, mas como estava a recuperar ainda da corrida, ela escapou-me no alcatrão e nos primeiros quilómetros, embora nunca a tenha perdido de vista.


Lá me fui recompondo e fui passando pessoal, mas sempre a pensar que não ia conseguir manter o ritmo de pedalada até ao final, na verdade, fui sempre puxando e fui-me sentindo bem, lá apanhei a Carla e fomos as duas sempre juntas durante o resto do tempo, a passar pessoal e a escapar dos buracos!

Chegadas ao parque de transição, estavam duas bikes no lugar das nossas, o que me deu uma irritação brutal porque o meu cesto com os ténis estava desviado e perdi imenso tempo a desviar as bikes e colocar a minha (que me desculpe o dono de uma das bikes, mas a bike ficou no chão porque não consegui colocá-la…), lá troquei os ténis, quase que tive uma cãibra no gémeo esquerdo, mas a calçadeira faz milagres e lá me aguentei.


Partimos para a corrida, com as pernas um bocado presas (já nem quero falar que os músculos ainda estavam doridos dos sprints de 5.ª feira… dah de novo!), e debaixo da ponte lá vimos o “Dino” (o que se passou com ele?), e lá nos fomos “arrastando” (pensava eu) durante os quilómetros que faltavam, a Carla foi à frente até metade do caminho e só depois da viragem é que me comecei a sentir melhor (deja vu do Jamor) e ela disse-me “força, continua” e eu lá fui dando passo atrás de passo até à meta; quando passo pelo resto do pessoal na meta gritam-me “SPRINTA” e lá corri com o resto das minhas forças e evitei ser ultrapassada por mais uma adversária mesmo no final :)


Fiquei mordida porque não fazia ideia dos tempos que tinha feito, quando a Carla disse que o pulsómetro tinha 1h30 e tal nem queria acreditar, tinha um objectivo de cerca de 1h50 – mas ok a quilometragem da bike tinha diminuído de 23k para 20k – mas a verdade é que as minhas médias foram muito melhores do que poderia ambicionar (entretanto as classificações ficaram disponíveis): fiz 26m24s nos 5k; 51m59s na bike e 14m04s nos 2,5k – tempo total 1h32m27s! Muito bom, fiquei bastante contente com os meus tempos!!!

Pelas classificações, estivemos todos muito bem, tanto no Duatlo de Promoção como no da Taça, os nossos tempos foram muito bons para o nosso nível de treino… O ideal era mesmo melhorar na corrida, isso faria toda a diferença!!!

Próximo duatlo: Grândola!!!:)

Mais fotos em:
XIII Duatlo Lezirias

Comentários

Mensagens populares deste blogue

7.º Trilho das Lampas

Ontem fui até São João das Lampas para participar pela primeira vez no Trilho das Lampas. Era uma prova que eu tinha na minha listinha daquelas provas que tinha que fazer porque já tinha visto um vídeo da edição de 2017 e tinha ficado com ela entalada. No ano passado, como estava lesionada não deu para fazer, mas não quis deixar passar mais um ano e lá fui eu até às Lampas.

Como moro relativamente perto, passei com os miúdos à hora de almoço para fazer reconhecimento do sítio e levantar o dorsal para evitar a confusão. Planeei logo onde iria deixar o carro!

Almoço tardio, últimos preparativos e arranco novamente em direcção às Lampas. Arranjo logo lugar no local planeado e vou ver o ambiente. Encontro algumas caras conhecidas, entre elas a minha querida Nani e o Aurélio, ponho a conversa em dia e ia começar o aquecimento que optei por fazer e sempre ajudou a começar mais lá da frente.

A prova arranca com umas voltinhas no jardim, o que é giro, sobretudo para quem está a assistir à pro…

Ultra de Sesimbra - A primeira ultra saiu do forno (literalmente)

Desta vez começo pelo fim... ASSUMO: estou cheia de cagança 😁 mas isto passa-me rápido ;-)

A verdade é que, o facto de ter cumprido a minha primeira prova de trail, na distância Ultra, em condições de calor extremamente desafiantes e ter conseguido o meu primeiro pódio à geral com um 3.º lugar e um 1.º lugar no pódio de escalão (F40), deixou-me primeiro emocionada e depois extremamente feliz e orgulhosa! Nota-se na foto, não?

Mas vamos lá... vou tentar não ser demasiado "prega secas" 😂😂😂

Combinei com o Ricardo Pato irmos juntos de Lisboa, íamos à mesma prova e não fazia sentido levarmos 2 carros, e eu sempre tinha alguém para tagarelar ;-)

Chegámos cedinho a Sesimbra, e fomos levantar o dorsal, como deixámos o carro ao pé das piscinas, voltámos a trazer o belo saquinho, fazer os últimos preparativos e era correr para a meta a fazer o aquecimento que já não dava para muito mais! Ainda encontrámos malta conhecida e deu para uns olás! Era altura de nos posicionarmos na part…

Trilhos Loucos da Reixida

O banho de humildade! A prova que me pôs no lugar!

A prova onde morri muitas vezes e renasci outras tantas!

A prova onde tropecei mais vezes do que no último ano inteiro, e onde quase me esbardalhei a sério pelo menos 3 ou 4 vezes e onde me safei com requintes de artista do Cirque du Soleil!

A prova onde a certa altura parei, contemplei o incrível cenário do alto da cascalheira (que não subimos) e pensei como iria fazer os últimos 10 kms que me faltavam porque estava completamente esgotada (foi ali que morri a 1.ª vez)!

A prova no meu "Centro de Estágios" preferido, mas onde mesmo assim descobri alguns trilhos novos!

Uma prova tão espectacular quanto dura...








Foram umas longas4:25:46, para percorrer os 28,2kms com 1445mD+. 14.ª Feminina, e mesmo assim, surpreendentemente 2.ª F40.

No Strava:

No Relive:
Relive 'Trilhos Loucos da Reixida - 2a F40'
#bethewolf#strenduretrailrunningendurance#strendurerunningteam #quinta_soalheiro #farmaciaporfirio #todofódide (Bruno Quitério,…

Azores Triangle Adventure :: a aventura do ano

Andava há pelo menos 2 anos a sonhar com esta prova... Era uma prova de etapas, e isso remetia-me para os bons tempos vividos na Travessia de Portugal em BTT da Ciclonatur há mais de 10 anos; para além disso, a possibilidade de ir conhecer 3 ilhas açoreanas em 3 dias e, com isto, deparar-me com as suas paisagens incríveis e poder percorrer os seus trilhos era para mim como um canto de sereia.

Decidi que este era o ano, e quando comecei a falar com colegas de treino percebi que não ia ser a única a querer embarcar na aventura, pelo que a decisão cedo começou a tomar forma... só faltava abrirem as inscrições!

Mais tarde do que era suposto, e eu já com a ansiedade de pensar que podia ter sido cancelada, lá abriram as inscrições e, confirmadas algumas coisitas, lá me inscrevi! Estavam lançados os dados para a grande aventura do ANO!

Objectivo traçado, estava na altura de meter treino e me preparar! Como tudo na vida, tive alguns setbacks e ajustamentos (gigantes) à minha vida que condici…