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Meia Maratona de Lisboa

(c) Run 4 FFWPU
Parece que já não fazia uma meia maratona de estrada desde 2013, muito bem acompanhada pela minha madeirense preferida, a Catarina Dinis, cujo relato podem ler aqui no blog, e que terminei em 1h49m40s.

Nessa altura fiz treino específico e praticamente dei cabo de mim (fiz uma lesão na anca que me deu luta durante uns meses), nada disso aconteceu desta vez ;-)

Desta vez o treino é específico para trail, desta vez não houve cá descanso nas vésperas da prova (fiz treino de ciclismo e trail na véspera), desta vez não houve semana levezinha (treinei todos os dias só folguei, como habitualmente, na sexta-feira)... o foco não era esta prova, se bem que eu tinha um objectivo na cabeça que queria mesmo muito cumprir! Queria bater o meu recorde pessoal e se possível, queria terminar abaixo da 1h45m!

No entanto, havia uma certa e determinada (tempestade) Félix no ar que provocou uma alteração no local da partida - desta vez não passámos a ponte 25 de Abril - e nos fez comer vento e granizo no lombo como gente grande!

Mas o Félix foi amiguinho e enganou-nos bem, a partida, apesar de fresquinha, foi acompanhada de solito e conseguimos ficar secos. Eu e o meu CC, que desta vez ia fazer a prova ao seu ritmo, não havia cá lebres para ninguém, enquanto tentávamos chegar o mais à frente possível na partida encontrámos o meu querido amigo AM com quem tinha estado da última vez no Fim da Europa (nota: também bateu o seu recorde pessoal! PARABÉNS!)


Espera não espera e é dada a partida, a multidão segue furiosa num ritmo infernal e eu, deixo-me levar. Percebo que vou num ritmo elevado, mas estava-me a sentir tão bem que me deixei ir, pensando que, apesar de poder estoirar mais à frente, ao menos poderia criar aqui uma almofada para fazer face a algum contratempo.

E assim foi, cumpria os primeiros 10km em 47m26s, pouco acima do meu melhor tempo, mas e agora? Como é que eu ia fazer face ao vento que iria soprar de frente desde que dávamos a volta no Cais do Sodré? A minha estratégia foi ir encontrando "costas", a primeira foi uma nórdica de pelo menos 1metro e 80 que ia com uma boa passada até deixar de ir... siga, próximo... e fui saltitando assim, de costas para costas, tentado evitar o vento forte que soprava furioso!

A coisa piorou ao chegar a Belém, aí é que a violência do vento me desmoralizou um pouco, mas não ia deixar que um "ventinho" pusesse em causa o meu objectivo. Cerrei os dentes e continuei. Mesmo com um abanão lateral ou outro que me deslocou na estrada.

Já no Dafundo, o tempo começa a mudar. Céu preto, rajadas fortes de vento e um "vem lá chuva" ao que respondo "que seja pelas costas!". Só que não! Ia comer com o granizo todo de frente! Todo! Na viragem já a fúria do Félix tinha abrandado novamente, nem umas rajadas fortes na minhas costas para ajudar, nada!

Daí até à meta ainda é um bocadinho, mas é aquele bocadinho que já se faz a saber que a meta é já "ali"... E eu continuava a acreditar! Quando a passada abrandava, voltava a meter ritmo. E no último km, com o CCB como pano de fundo puxei novamente para garantir que o objectivo não me escapava!
(c) Pedro MF Mestre - ammagazine
(c) Pedro MF Mestre - ammagazine

E não escapou, fui sub-1h45 como me propus. Nem o Félix me derrubou ;-) E o sorriso ninguém mo tira! :-D


#strendure
#strendurerunningteam
#soalheiro
#habilitare

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